"Por isso, o Deus Todo-Poderoso diz: Pensem bem no que tem acontecido com vocês" (Ageu 1:7).
O livro de Ageu é peculiar. Ele foi escrito no final do chamado "período de cativeiro babilônico". Os judeus estavam se preparando para voltar e Ageu foi levantado como profeta, como proclamador da mensagem do Senhor. Mas qual era a proclamação? Dizia respeito à construção do templo. O templo construído por Salomão era um local especial para o povo de Deus. Assim como para nós o templo é o local do culto, naqueles dias também o era. E, mais do que hoje, era apenas ali, no lugar visível, que o povo e os sacerdotes podiam, por intermédio do sacrifício de animais, chegar-se a Deus.
Quando Ageu foi levantado como profeta, no período da reconstrução, o povo, encantado com o retorno à sua terra, estava preocupado com suas próprias coisas, tanto que Ageu disse: "Será que é tempo de vós habitardes em casas apaineladas?" – ou seja, bem construídas, caprichadas.
Ageu, na verdade, afirmou: "vocês estão ansiosos quanto ao salário, quanto à casa própria, quanto à educação dos seus filhos, mas considerai o vosso passado". O cativeiro havia acontecido em virtude de um afastamento de Deus. Será que o povo havia esquecido? Será que, retornando do cativeiro, iriam cair nos mesmos pecados? Iriam esquecer-se de Deus?
Precisamos reaprender a depender de Deus, a resgatar a nossa história com Ele, antes de nos preocuparmos com o nosso conforto, com o nosso bem-estar. O pecado nos manteve em cativeiro, do qual nos libertou Jesus. Esta casa espiritual que somos é que deve ser "trabalhada". A santidade é o que nos cai bem.
Que a exortação do profeta encontre lugar em nossos corações: "Considerai o vosso passado...", para que não esqueçamos o propósito de Deus, em santidade, para as nossas vidas.
Pensamento: Devemos depender única e exclusivamente do Senhor.
Oração: Deus, ajuda-nos a dependermos de Ti, e somente de Ti. Em nome de Jesus, amém.
Leitura: Atos 25 – Rute 1-2 – Salmos 47
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
CONSIDERAI O VOSSO PASSADO
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
EXPERIÊNCIA PASSADA, ALENTO PARA O PRESENTE
"Mesmo assim eu darei graças ao Deus Eterno, e louvrei a Deus, ó meu Salvador" (Hc 3:18).
Um dia Habacuque chegou no fundo do seu quintal e constatou que não havia mais gado no curral, que as ovelhas haviam fugido do aprisco, e que as oliveiras haviam deixado de produzir azeitonas.
Porém, mesmo diante das mais duras realidades, o profeta disse: "Assim mesmo, eu me alegrarei no Senhor". Não estava apegado ao transitório, ao gado, às ovelhas , às azeitonas, isto é, não se firmava nas matérias-primas básicas na vida de um judeu. A sua confiança estava no Deus que dava esses suprimentos – e não nos suprimentos que eram dados por Deus.
O judeu rico era aquele que tinha gado, ovelhas e oliveiras. Mas Habacuque constatou: "o fruto da oliveira mente", isto é, não havia produção naquele ano. O gado havia sumido do pasto e as ovelhas tinham sido arrebatadas do curral. O que fazer agora?
Cada vez que as provas vêm – e elas vêm para todos, nossas experiências passadas nos garantem segurança. Como é bom olhar para trás e ver que o Deus do passado, que cuidou de nós nas circunstâncias mais adversas da vida, é o mesmo Deus que cuida do nosso presente.
Quando as lutas chegam, temos que voltar ao passado e rememorar como Deus, na hora certa, nos supriu em todos os momentos da nossa vida, mesmo quando achávamos que a provisão tinha acabado, quando não parecia haver mais saída.
No momento exato, na hora certa, Deus nos sustentou. Consideremos o passado...
Pensamento: Deus sempre cuida de nós.
Oração: Obrigado, Senhor, por fazer-nos lembrar que a Sua provisão sempre chega na hora certa. Por Cristo. Amém!
Leitura: Atos 26:1-18 – Rute 3-4 – Salmos 48
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
MOVIDO PELA PAIXÃO
"Portanto, meus irmãos, continuem fortes e firmes. Estejam sempre ocupados no trabalho do Senhor, pois vocês sabem que tudo o que fazem no serviço do Senhor sempre tem proveito" (1 Co 15:58).
Confesso que tenho visto muitos crentes em ação. Movimentando-se por todos os lados. Estão envolvidos em todas as atividades da igreja. Estão sempre fazendo alguma coisa. E, de fato, o tipo de sociedade que somos hoje já produziu um efeito sobre a Igreja: há muito que já se fez, muito sendo feito, mas há muito ainda por fazer.
Mas, apesar de todo esse furor ativista, se olharmos com detalhe, pela ótica de Deus, veremos que falta um elemento. É como se estivéssemos saboreando um delicioso prato que gostamos e conhecêssemos a receita, mas... "Está faltando alguma coisa, algum tempero...!".
De fato, no meio de todo esse redemoinho de ação, está faltando o tempero da paixão. Há, nas igrejas, muitos crentes ocupados, mas poucos crentes apaixonados. A paixão é a motivação que nos leva a agir. Não é o que faço que me torna importante, mas o que vem antes, o que me leva a fazer aquilo que faço.
Jesus, nosso grande modelo, estava sempre agindo, mas agindo com paixão. Ele dizia que, se Seu pai trabalhava, Ele também trabalhava. O importante é que Ele agia pela motivação do amor. Falava da ovelha perdida, do filho desviado, da mulher confusa, e essas motivações apaixonavam Seu coração. Posso ver os olhos de Jesus brilhando e o coração fervendo, quando pronunciava as parábolas. Quando falava às multidões, era pela paixão por suas almas.
Em um mundo como este, com suas tremendas contradições e necessidades, precisamos de pessoas apaixonadas pelo Senhor Jesus e que, ao agirem, o façam seguindo o exemplo dAquele que nos chamou e nos convidou a segui-lO.
O cristão é movido pela paixão.
Pensamento: A real motivação para servir deve ser o amor genuíno a Deus.
Oração: Senhor, ajuda-me a avaliar minhas atitudes debaixo da unção do Espírito Santo e verificar verdadeiramente qual tem sido a motivação para Te servir. Por Cristo, amém.
Leitura: Atos 27:1-12 – 1 Samuel 2:12–2:36 – Salmos 50
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
SÓCIOS DE DEUS
"Quando deixei a Macedônia, nos primeiros dias nenhuma igreja se associou comigo" (Fp 4:15).
Estar envolvido em qualquer coisa na qual Deus é sócio majoritário é ter plena certeza de sucesso. Envolver-se com as necessidades do Reino é expressão de sabedoria. Partilhar do Reino de Deus é o mesmo que ser sócio de Deus.
Paulo disse que a Igreja de Filipos fora a única a "associar-se com ele" no tocante a dar e receber. São poucas as igrejas que sabem ser "sócias de Deus".
Temos tentado ensinar aos irmãos que o nosso procedimento dever ser proporcional às necessidades que nos cercam? Gritos de socorro são ouvidos por todos os lados. "Macedônias" pedem ajuda. Casas de "carcereiros" se abrem todos os dias.
Temos feito o máximo que os nossos recursos nos permitem? Temos atendido às necessidades que nos cercam. O que não podemos é perder a visão. Esse pode ser o maior triunfo ou o maior fracasso de uma igreja: sua visão.
Há tantas coisas a buscarem a nossa atenção, o nosso tempo, as nossas forças, o nosso dinheiro. De fato, há uma lista infindável de coisas boas, lícitas e necessárias que devem ser feitas, mas, em qual "sociedade" Deus nos chamou a participar? Onde iremos investir os valores das nossas vidas para produzir o trabalho que gera fruto eterno? Comecemos pela igreja local a qual pertencemos.
Não podemos deixar de acreditar é que a obra é de Deus. Somos seus sócios. Ele garante sua parte. Talvez nossa participação seja inexpressiva aos olhos humanos, mas Ele conta conosco, como associados para fazer uma obra extraordinária.
Pensamento: Qual a minha parte nesta sociedade com Deus?
Oração: Senhor, obrigado por permitir que sejamos participantes nessa Sua empreitada. Em nome de Jesus, amém.
Leitura: Atos 26:19-32 – 1 Samuel 1:1–2:11 – Salmos 49
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TRANSFORMANDO ÁGUA EM VINHO
"Para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele" (Jo 20:31).
A palavra-chave do Evangelho de João é o vocábulo "sinais". Neste livro de João temos o relato de vários sinais que o Senhor Jesus realizou.
Em cada página deste Evangelho há o relato de sinais sobrenaturais impressionantes: multiplicação dos pães e peixes, transformação da água em vinho, caminhada por sobre o mar, cura do paralítico, cura do cego de nascença, cura do filho do oficial do rei, a ressurreição de Lázaro e a pesca maravilhosa. Não foram coisas que outros haviam feito antes, e que Jesus era mais um a fazer. Não. Estes sinais aconteciam porque estavam ligados a um motivo maior, a uma intenção de Deus para com a humanidade.
Todos os sinais tiveram um motivo: revelar a intenção e o caráter do Senhor Jesus. As pessoas eram atraídas pelos benefícios das curas, da multiplicação dos pães, da libertação dos endemo-ninhados e por todos os outros sinais e maravilhas que aconteciam. Isto as levava até Jesus.
Os milagres mostravam uma quebra das leis da natureza. Prenunciavam, assim, que algo poderia ser feito quanto à "natureza pecaminosa do homem". Por exemplo, a transformação da água em vinho, o primeiro sinal, mostrou Aquele que transforma toda e qualquer situação. Creia! Jesus pode mudar tudo e todos, repentinamente. A água – o homem – poderia ser transformada em vinho – o homem perdoado e santificado.
Ele transforma uma derrota em vitória. Jesus transforma o fracasso em sucesso. Jesus transforma a tristeza em alegria. Ele é Aquele que cria fatos novos, inusitados.
Jesus tem um propósito. Ele tem surpresas sobrenaturais. Jesus pode fazer um sinal na sua vida, que lhe garanta uma nova direção, um novo rumo.
Crendo, teremos vida, seremos transformados.
Pensamento: Jesus continua fazendo Seus milagres ainda nos dias de hoje, pois Ele vive.
Oração: Senhor, permite-me participar dos Seus milagres. Por Cristo, amém.
Leitura: Atos 27:13-44 – 1 Samuel 3 – Salmos 51
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domingo, 2 de setembro de 2012
TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO
"Eu entreguei a vocês o ensinamento que recebi e que é da mais alta importância: Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; ele foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia" (1 Co 15:3-4).
Quantas pessoas importantes não gostariam de terem sido testemunhas da ressurreição do Senhor? Entretanto, quem foram os privilegiados, os escolhidos?
Primeiro, Maria Madalena. Uma vida desestruturada. Uma mulher desqualificada, que veio a tornar-se uma discípula fiel. Se fosse uma eleição, não teria sido escolhida pelas pessoas que cercavam Jesus. Mas, Madalena teve uma experiência profunda com o Senhor. Ela já havia testemunhado - ainda sem saber - o poder da ressurreição na sua própria vida. Assim, diante do túmulo vazio, correu para contar a maior história de todos os tempos.
Também, Pedro. Um pescador fracassado. Entrou no túmulo levado por Maria. Deus fisgou este pescador e o colocou ao seu lado. O nome Pedro significa "restauração". O Senhor lhe deu uma nova chance. Começou de novo. O fracasso ficou para trás. Pedro sabia o valor do "recomeço".
E, ainda, João. Um pastor vaidoso. João chegou primeiro, mas, entrou no túmulo depois de Pedro. Foi tratado em sua vida, transformado em suas pretensões. Queria os primeiros lugares, mas aprendeu primeiro a estar submisso à vontade de Deus. Ele viu Jesus na Cruz, obediente ao Pai.
Já vimos porque Deus escolheu esse tipo de gente para contar a mais importante história: todas elas tiveram experiências com o Senhor e O amavam. Aqueles, a quem muito se perdoa, muito ama, a quem muitas chances são dadas, muito agradecem. Elas haviam "ressuscitado" em vida, sido tocadas pelo Mestre - deixaram-s tocar.
Reveja sua vida e sua fé. Seja uma testemunha da ressurreição.
Pensamento: Deus é um Deus de oportunidades.
Oração: Senhor, permita-me ser sensível ao Seu toque, em nome de Jesus. Amém.
Leitura: Atos 28:1-15 - 1 Samuel 4-5 - Salmos 52
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sábado, 1 de setembro de 2012
O CAMINHO DA FÉ
"Foi pela fé que Abraão, ao ser chamado por Deus, obedeceu e saiu para uma terra que Deus lhe prometu dar. Ele deixou o seu próprio país, sem saber para onde ia" (Hb 11:8).
Estamos caminhando para uma nova pátria, a cidade celestial. A Bíblia nos previne que, durante esta jornada, enfrentaremos obstáculos.
No capitulo doze do livro de Hebreus, o autor afirma que precisamos nos desembaraçar de todo o peso e do pecado que nos assedia, para que tenhamos condições de chegar e entrar na posse das promessas de Deus.
A vida de Abraão tem muita similaridade com nossa vida. Era um homem pronto para ouvir e obedecer, mas que tinha fraquezas e inconstâncias. No entanto, ele chegou lá, e passou a ser tratado como amigo de Deus , "pai da fé", modelo daqueles que crêem.
Todos nós estamos a caminho. Há períodos, em nossas vidas, de muito sucesso e alguns outros de vários fracassos. Estas coisas que nos sobrevêm são sinais que estamos no caminho, que estamos próximos à cidade Celestial.
Estamos todos à caminho. Há alguns mais maduros na fé, mais estáveis, mas, para todos nós há uma exortação: "Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1 Co 10:12). Nesta caminhada temos um inimigo sutil que não baixa suas armas e está sempre pronto para lançar setas inflamadas, para tentar derrubar aqueles que estão caminhando para o Lar da Glória.
Esta caminhada envolve um compromisso pessoal. Não podemos entrar nesse caminho por sentimentos e nem por vontade dos outros. É um caminho de fé pessoal, individual. Não desista, persevere e siga em frente.
O final é certo - chegaremos lá- mas o caminho é o caminho da fé!
Pensamento: Todos estamos no caminho para à Nova Jerusalém celestial.
Oração: Deus, ajudá-nos a chegarmos ao lar da glória, por amor de Cristo, amém.
Leitura: Atos 28:16-31 - 1 Samuel 6-7 - Salmos 53
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